TIGblogs TIG | TIGblogs GROUP TIGBLOGS LOGIN SIGNUP
TIG at Rio+20
This group blog will represent the activities and opinions of youth accredited through TIG and GYAN for the Rio+20 conference.

Stay Tuned!



« previous 5 next 5 »


criscasty   criscasty Elaine CrisXavante (Comitiva Pantaneira)'s TIGblog
Elaine CrisXavante (Comitiva Pantaneira)'s profile

A utopia que não morre

Na Cúpula dos Povos, encontro de tradicionais lideranças do movimento ambiental, como Marina Silva e a indiana Vandana Shiva, com jovens militantes mostra que a utopia de um mundo melhor continua viva, mesmo diante dos retrocessos da conferência oficial no Riocentro.

Por Cláudia Guimarães, jornalista e educadora ambiental

Fonte: Artigo exclusivo

“Árvore não é dinheiro. Natureza não é commoditie”. Com essas palavras, a conhecida ativista ambiental indiana Vandana Shiva resumiu a luta que vem travando há quase 40 anos em defesa do meio ambiente e dos direitos das mulheres.

A declaração foi feita nessa terça-feira (19), na Cúpula dos Povos, no Aterro, em um evento que teve por objetivo reunir no mesmo espaço jovens lideranças com expoentes nacionais e estrangeiros da luta em prol do ambiente e da qualidade de vida, como Marina Silva, Oded Gradjew, Ailton Kranak e Heloísa Helena.

“Verde é a cor da vida, não da nota de dólar”, acrescentou Vandana, numa crítica à expressão economia verde. E alertou: “As corporações estão sempre tentando redigir leis que lhes permitam dominar nossos recursos naturais”.

Como uma das principais vozes internacionais contra a transgenia e em defesa das chamadas sementes selvagens, a ativista indiana não poupou críticas à multinacional Monsanto. “As sementes têm milhões de anos de evolução e milhares de anos de manejo do homem até chegarem a nós. As sementes não são uma invenção da Monsanto. Essa empresa não é deus e não criou a vida”.

Mesmo antes da conclusão da Rio+20, Vandana Shiva não manifestou qualquer otimismo em relação ao resultado da conferência oficial. “Os que estão no Riocentro querem é desfazer o que construímos juntos, há 20 anos, na Rio-92”. Mas reafirmou a esperança no poder da mobilização da sociedade. “Não é lá, mas aqui, na Cúpula dos Povos, que as sementes do futuro serão plantadas”.

A importância do voto

Oded Gradjew, uma das principais lideranças do terceiro setor no Brasil, aproveitou a ocasião para lembrar que, no caso do Brasil, estamos agora diante de mais uma oportunidade de fazer a diferença. “Daqui a poucos meses, teremos eleições para prefeito. É uma escolha muito importante. Cada um tem que sair daqui com um dever de casa: mobilizar as pessoas a votarem em candidatos comprometidos com a sustentabilidade. A cidadania não pode se limitar ao discurso. Ajam!”, exortou.

Ainda sobre as eleições, Oded defendeu uma mudança no sistema de financiamento das campanhas políticas. “Temos que saber quem está por trás do nosso candidato. A pergunta a ser feita a ele é bem simples: ‘Quem financia a sua campanha?’ Se ele não responder, não vote nele”.

Com a palavra, os jovens

Entre os jovens, a tônica era a crítica ao atual modelo de desenvolvimento e à exclusão da sociedade civil do processo de tomadas de decisão na Rio+20. Fernanda Kaigang, primeira índia a ter mestrado em Direito no Brasil, foi contundente: “Faremos tudo para discutir com governos daltônicos qual é a cor da economia ‘verde’. Porque nunca fomos recompensados pelos serviços ambientais que nós, povos indígenas, prestamos. Como é que se discutem no Riocentro questões relacionadas à biodiversidade e ao desmatamento, enquanto as populações indígenas, que realmente têm algo a falar sobre isso, estão abandonadas no Aterro?”, perguntou.

Já Damaris Paes, membro da Rede da Juventude pelo Meio Ambiente (Rejuma) em Manaus, foi sucinta ao usar da palavra para mandar um recado aos mais velhos: “Precisamos das suas histórias, dos seus exemplos vivos. Mas não queremos que vocês fiquem apontando o dedo para nós e nos lembrando das nossas responsabilidades quanto ao futuro do planeta. Temos todos que trabalhar juntos”.

O que se viu naquele encontro é que o olhar crítico dos jovens não esmoreceu em nenhum deles a esperança em um futuro ambientalmente mais equilibrado e socialmente mais justo. “Todos temos a oportunidade de nos tornar heróis da causa ambiental”, disse Johnny, um dos fundadores organização não-governamental 350 (uma referência ao limite de 350 ppm de CO2 na atmosfera, considerado seguro pelos cientistas). Apesar da falta de avanços na reunião oficial, ele acredita na possibilidade da Humanidade reescrever a sua história, “porque a mudança que queremos vai acontecer aqui, nesses fóruns, e não lá”.

O papel das redes sociais

O líder indígena Ailton Krenak, por sua vez, destacou um dos maiores avanços ocorridos após a Rio-92: o desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação. “As novas gerações, com suas práticas de atuar em rede, estão estimulando a interação. Temos que aprender com eles”.

Essa nova realidade também foi ressaltada pela ex-ministra do Meio Ambiente. “Está surgindo um novo tipo de ativismo: o ativismo autoral. Nós, os mais velhos, somos da época do ativismo dirigido. Precisávamos de partidos e organizações para atuarmos. Hoje, as tecnologias da informação permitem que cada pessoa seja autora de sua militância. Hoje somos todos protagonistas. Mas temos que ter o cuidado de não cair no individualismo. O interesse coletivo tem que ser autoral”.

Sobre as suas expectativas quanto aos resultados da Rio+20, Marina Silva não tem dúvidas de que o documento oficial vai conter apenas objetivos genéricos “para que nada mude”. Na sua opinião, faltou discutir algo fundamental: a questão da governança. E acrescentou: “Exilaram a ciência do debate, por causa dos seus alertas sobre a gravidade da degradação ambiental, e domesticaram a maior parte dos políticos”.

Para a ex-ministra do Meio Ambiente, “não temos como fazer as mudanças necessárias mediante rupturas bruscas, como acreditávamos no passado”. Mas ressaltou a urgência das mudanças: “O caminho é uma mutação positiva e transformadora”.

Ao finalizar, Marina Silva conclamou os jovens a não deixarem de ser sonhadores. “Se eu fosse realista e pragmática, não estaria aqui. Quem acabou com o apartheid, na África do Sul, foi o sonho”, disse.

Fonte: http://www.mundosustentavel.com.br/2012/06/a-utopia-que-nao-morre/


June 20, 2012 | 5:01 PM Comments  {num} comments

Tags:


criscasty   criscasty Elaine CrisXavante (Comitiva Pantaneira)'s TIGblog
Elaine CrisXavante (Comitiva Pantaneira)'s profile

Rio+20: Pão de Açúcar irá vender arroz sem agrotóxico do MST

Rio de  Janeiro – O grupo Pão de Açúcar anunciou a compra de 15 toneladas de arroz orgânico produzido pela Cooperativa de Produção Agropecuária Nova Santa Rita, ligada ao MST. A transação foi divulgada pouco antes do debate ”Segurança e Soberania Alimentar”, realizado na tarde desta terça (19) e que fui convidado a mediar, aqui no Rio de Janeiro. O evento faz parte das atividades da Cúpula dos Povos, que está sendo realizada paralelamente à Rio+20. Garantir o escoamento da produção é política fundamental para o sucesso de um assentamento da reforma agrária.

Apresentada na presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, o acordo foi vendido como a maior transação comercial do movimento com um mercado por intermédio do programa “Brasil Sem Miséria”, do governo federal.  ”Parece contraditório, mas sentimos a necessidade de expor e divulgar mais sobre o movimento para a classe média, mostrar que nossa produção é social e ambientalmente sustentável”, afirmou Milton Formazieri, da coordenação nacional do MST. De acordo com ele, o arroz é produzido livre de agrotóxicos no Rio Grande do Sul e será encaminhado às lojas da rede no Centro-Oeste. Nas embalagens haverá o símbolo do MST. O movimento espera, até o final do ano, manter transações semanais de 10 toneladas.

No debate que ocorreu após o lançamento, houve o consenso entre o participantes (que incluíram além do ministro Vargas, Renato Jamil Maluf, ex- presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Esther Penunian, secretária‐geral da Asian Farmer’s Associatio,n e Karen Hansen-Kuhn, diretora internacional de programas do Institute for Agriculture and Trade Policy) de que apenas uma ação firme do Estado, através de políticas públicas eficazes, é capaz de garantir o acesso aos alimentos. Ou seja, deixar na mão do mercado, para que “automaticamente” resolva, é um erro. E que não é a monocultura de larga escala que irá resolver o problema da alimentação, mas sim a agricultura familiar. Ou, como disse Jamil Maluf: “Que modelo queremos? O agronegócio poluidor, que usa agrotóxicos de forma indiscriminada, ou a agricultura familiar sustentável e mais saudável?”.

O Pão de Açúcar diz ter interesse em manter negócios com cooperativas de camponeses ligados ao movimento. “Nossa intenção é ampliar ainda mais estas negociações. Temos a preocupação de pensar na questão ambiental e também na social”, afirmou Paulo Pompilio, responsável pelas relações institucionais do grupo. Ele também afirmou que a rede pretende ampliar as negociações com movimentos sociais e valorizar a produção sem agrotóxicos ou defensivos.

Com informações de Daniel Santini, da Repórter Brasil.

Fonte: http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/06/20/rio20-pao-de-acucar-ira-vender-arroz-sem-agrotoxico-do-mst/

Repórter Brasil: http://www.reporterbrasil.org.br/


June 20, 2012 | 2:10 PM Comments  {num} comments

Tags:


criscasty   criscasty Elaine CrisXavante (Comitiva Pantaneira)'s TIGblog
Elaine CrisXavante (Comitiva Pantaneira)'s profile

Rio+20: a Idade da Razão

A Cúpula da Terra, a 'Rio+20', acontece num divisor histórico que cobra, ao mesmo tempo legitima a busca de novos caminhos para a continuidade da aventura humana no planeta. A singularidade desta reunião, o seu maior trunfo, não pode ser abstraído ou amesquinhado pelas organizações, lideranças e chefes de Estado reunidos a partir desta 4ª feira no Rio de Janeiro: a Rio+20 reverbera o colapso da ordem neoliberal.

Não é um acaso, nem deve ser tratado assim. Se a Rio+20 não associar organicamente a agenda do meio ambiente a um elenco de medidas destinadas a enfrentar a derrocada em curso suas propostas serão contaminadas pelo bafejo da irrelevância. O movimento ambientalista, cuja pertinência está sedimentada em estudos e indicadores científicos que evidenciam o assalto aos recursos que formam as bases da vida na Terra, enfrenta aqui a idade da razão.

Sua responsabilidade é dar consequência política à bandeira do Estado anfitrião desse encontro, ou seja, o futuro sustentável não será conquistado apenas na esfera ambiental.

Novas formas de viver e de produzir, intrinsecamente convergentes na distribuição de direitos e riquezas formam os nervos e a musculatura do passo seguinte da história ambiental.

Neomalthusianos tingidos de verde, alguns até bem-intencionados, podem constatar, ao contrário, que a bandeira da 'estagnação benigna' já se encontra em vigor em sociedades da periferia do euro, com os desdobramentos sabidos. Hoje 1/3 da humanidade ainda depende da queima de lenha ou carvão (leia-se, derrubada de florestas) para preparar uma simples refeição. Um bilhão de seres humanos vive no calabouço da fome crônica. Um bilhão no campo, sem acesso pleno a recursos e conquistas da civilização. Nem a estagnação, nem a devastação resolvem o desafio gêmeo do nosso tempo. Qualquer dissociação entre crescimento justo e equilíbrio ambiental ordena o futuro na rota do desastre -- da humanidade e da natureza.

A Rio+20 não pode ser apenas uma versão atualizada do balanço do fim do mundo. Para ser mais que isso precisa ouvir as circunstâncias da história. Nas últimas décadas, a desregulação imposta a todos os níveis da atividade humana agravou os contornos da crise social e ambiental. Se os chamados 'fundos alfa' --altamente agressivos e especulativos-- conseguem dobrar o rendimento dos detentores de riqueza em um par de meses, todos os demais setores da economia capitalista terão que perseguir idêntica voragem. Do contrário, acionistas insaciáveis fritarão o fígado de gestores empedernidos numa grande queima de ações em Bolsas. A dominância financeira impôs quase 40 anos de aceleração turbinada e predatória em todas as latitudes, do macro ao micro.

Acelerar significa, por exemplo, desregular. O quê? Tudo: do mercado de trabalho à exploração das riquezas naturais. Privatizando e liberalizando o mercado da água, por exemplo. Ou permitindo o plantio e o desmatamento ensandecido nas beiras de rios, como querem os exportadores brasileiros de commodities.

A engrenagem que esfarelou seres humanos e territórios com intensidade inaudita nas últimas décadas está agônica. Mas seus operadores e o poder político que os respalda continuam a dar as cartas da vida e da morte do planeta. O epicentro do jogo nesse momento consiste na brutal determinação desses interesses em validar títulos que lhes dão direitos de saque sobre a riqueza disponível, mas cujo montante reúne um valor de face da ordem de US$ 600 trilhões: 10 vezes a soma do PIB planetário. Fazer valer essa riqueza papeleira que começa a se evaporar, requer de seus detentores uma disposição bélica para romper qualquer regra de bom senso, solidariedad e equilíbrio. Exemplos como o escalpo imposto à Grécia demonstram que eles não são amadores no ramo.Mas a Grécia é só a cabeça do alfinete de uma dança das cadeiras cuja regra é 'mate nove se quer resgatar tudo o que nunca poderia ter sido seu'.

Os encontros da Rio+20 estão emparedados nessa matemática de saque contra direitos sociais, espaços e bens públicos,ademais de qualquer resquício da natureza capaz de emprestar valor efetivo ao papelório financeiro que se esfuma.

Assim como é apavorante que o G-7 e o G-20 não incluam o risco ambiental na agenda de urgências impostas pela crise financeira, beira à insensatez discutir o 'futuro que queremos', sem assumir que a supremacia financeiro atual não cabe nele. Ou melhor, representa a principal ameaça a esse futuro. Como tal não pode sair ileso e intocado da Cúpula da Terra, na Rio+20.

Postado por Saul Leblon às 21:14

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1015


June 20, 2012 | 10:00 AM Comments  {num} comments

Tags:


Liamjod   Liamjod Liam O'Doherty's TIGblog
Liam O'Doherty's profile

Update from Rio: #EndFossilFuelSubsidies

Video Update from Matt Moriana- SustainUS


June 19, 2012 | 9:08 PM Comments  {num} comments

Tags:


criscasty   criscasty Elaine CrisXavante (Comitiva Pantaneira)'s TIGblog
Elaine CrisXavante (Comitiva Pantaneira)'s profile

O veneno nosso de cada dia...

Fazer um prato colorido, cheio de frutas, legumes e verduras, já não é mais sinônimo de alimentação saudável. Em função do uso intensivo e crescente de agrotóxicos, o consumo de certos produtos pode representar, em vez de benefícios, a gênese de doenças em longo prazo. 

Duas recentes publicações, lançadas no final de abril, apontam a relação direta entre o consumo de alimentos com agrotóxicos e doenças graves, como câncer e má formação congênita. O Brasil se transformou no maior consumidor mundial de agrotóxicos. E os brasileiros já consomem 20% de todos os venenos agrícolas do planeta.

Em campanha contra esta prática exercida pelo agronegócio, movimentos sociais apontam a agroecologia como a melhor alternativa. Somando esforços a esta mobilização, o Brasil de Fato lança uma edição especial sobre o uso dos agrotóxicos, com reportagens e análises sobre o tema.

Confira abaixo a edição especial: leia, baixe e imprima o PDF.

http://www.brasildefato.com.br/sites/default/files/Especial_Agrot%C3%B3xicos.pdf

Fonte: Brasil de Fato: http://www.brasildefato.com.br/node/9847

Obs. pessoal:  A agricultura como indústria, como diz que precisa ser para dar conta de alimentar tanta gente no mundo, não tem qualidade, já que suga, acaba com nutrientes do solo tamanha a quantidade de veneno. É alimento mais ou menos, não é qualidade, é quantidade.


June 19, 2012 | 11:30 AM Comments  {num} comments

Tags:


« previous 5 next 5 »


Owner
This Group TIGBlog is owned by: Liam O'Doherty.

Membership
Elaine CrisXavante (Comitiva Pantaneira)
Liam O'Doherty
Linh
Robert Meyer
Robert Meyer

You must be logged in to join this group TIGblog.

Latest Posts
People's Plenary Sit...
Basta! Rio+20 Sit in...
Video: End Fossil Fuel...
The Future we want...
Resta Esperança...

Monthly Archive
June 2012

Change Language



8050 views
Important Disclaimer